"Causou-me impacto o passamento de Jorge Baleeiro de Lacerda.

Ao ver a notícia, interrompi meus afazeres e eis-me aqui juntando-me à dor de seus amigos e entes queridos.

Pouco sei, porque ele não era de muito falar, sobre sua família. Sei apenas, que falava com muito orgulho de seus filhos Ligia (que mora em Buenos Aires) e Afonso Henrique, médico.

Mais detalhes do fato encontrei no Jornal de Beltrão.

Ele se foi ainda muito jovem e, sem exagero, o Brasil perdeu um grande estudioso, patriota, curioso ao extremo. Uma conversa com ele, valia a leitura de um livro e lamento ter conversado com ele por mais tempo apenas em duas ocasiões – a primeira, apresentado por nosso amigo comum Rudi Bodanese, quando conversamos no mais apropriado lugar para Jorge Baleeiro: uma biblioteca. 

Daí surgiu a ideia de sugerir ao Jô Soares que me entrevistasse, o que ocorreu, e este é um fato distinto em minha vida, que agradeço a meu amigo. A segunda conversa se deu com a presença de Afonso Henrique, um jovem extremamente bem educado – o que certamente ocorre com Ligia, pela elegância que demonstra em seu trabalho.

Embora se diga que ninguém é insubstituível, Baleeiro deixa uma lacuna que não será preenchida.

Li muitas de suas crônicas no próprio JB e outras, especiais, sobre determinados assuntos, quase sempre já publicadas, ele me remetia; algumas delas, encaminhei a amigos, porque seus temas eram variadíssimos e só quem conhecia o Brasil poderia escrever como ele fazia. Sua escrita era leve e objetiva, com grande volume de informações, em sua maioria, vividas – eis a grande diferença de seus textos, que mostram o quanto ele estudou e amou o Brasil.

Eu gostaria de ter seu telefone, para ligar e dizer, com minha própria voz à dª Sueli e família, o quanto sinto.

O que posso fazer é pedir a Deus que receba seu espírito e lhe dê Paz  e que console seus entes queridos. Faço uma prece. (prece feita)".


 Wesley Collyer, presidente da Academia Catarinense de Letras e Artes. (27 de setembro de 2016)

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