Meados da década de 70 e a nossa Pato Branco, ávida por tudo o que era novidade.
                       A Sapataria do Iradi (Suttili) era um ponto frequentado por fregueses, amigos, jogadores de futebol, adeptos do baralho, malandros, e até, socialites, locomotivas, bonecas e deslumbradas. Como diria,o Ybraim Sued
                     Nessa onda, Johny Rost lançou-se na aventura com ajuda do Iradi, de fabricar um chinelo com sola dura e tiras de couro, para combinar com a moda tipo hyppie que rolava no momento. 
                    Johny, estava também naquele ano, tentando um ambicioso ,emprego na GM (General Motors do Brasil) em São Paulo. E foi para lá que ele foi, (no final de 1972), de carona em um caminhão do Véio Dario (seu pai), com uma calça Lee, camisa de futebol do Inter de Porto Alegre e o chinelo feito na Sapataria do Iradi.
                      O emprego era nada menos que na Divisão de Engenharia de Motores da GM. Na aposta do grupo de jovens que tinha feito o teste, e também dos funcionários da GM (soube-se depois), Johny era o primeiro a ser reprovado, em função de sua estampa, descrita acima.
                     Pois foi o único aprovado...a vaga estava garantida...
                     E o chinelo do Iradi usado por longos anos...





Johny Rost, em Balneário Camboriú, de onde relatou a história acima.. 

Na foto superior, o Iradi em sua sapataria, na época.

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