Segunda metade da década de 1970. Rio Chopim, propriedade do seu Ruzza, 18 quilômetros de Pato Branco.

Sábado de sol e para lá se destacaram, João Alemão, Lirio "Picão" Bioqui, Gordo, Nery, Flávio "Fogo", Dedeco, Nene, Careca, Armindo, Dilú  e representando a velha guarda, o Iradi Suttili.

Na bagagem, quilos de carne, pão, cerveja e alguns litros da marvada.

Naquela noite de sábado ninguém ali dormiu; motivos para isso não faltavam e da meia noite pra diante, um taura desses não dorme mais.

No clarear do domingo, a Iradi (único que tinha dormido) tomava chimarrão com seu Ruzza na área da casa de madeira.

Quando os convivas começaram se ajeitar nas barracas para um merecido repouso, numa árvore ali próxima começou se formar um alvoroço de pássaros, entre piados, cacarejos e guinchos: uma assembleia de aves das mais variadas espécies.

Dentre elas, nambu, macuco, uru, rolinha, sabiá, piaba, sanhaço, coleirinha, piriquito, canarinho e outras que passaram despercebidas.

Aquele tedéu logo foi irritando os amigos acampados e o João Alemão lançou mão de uma reluzente espingarda de dois canos e disparou dois petardos para o alto, botando pra correr - digo, pra voar - aquele bando de penosas.

Ali próximo um baleado sonolento só exalou um ãhn!

Por outro lado, na casa, seu Ruzza levantou-se de presto da cadeira  exclamando:
 - "Ah! esses cabeludos".

O Iradi, sorrindo meio amarelo lembrou na hora de uma música gaúcha e pregou-lhe o grito: - "Também, seu Ruzza; por quatro ou cinco tiros não vamô se aborrecê".

Ao que o dono da casa prontamente replicou: - "E digo outra pra você: a cachaça brasileira alguma coisa há de tê".        

                                          *Foto do Chopim, Cali Beti / texto: Rudi Bodanese.  

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