Comemoração religiosa mais tradicional de Pato Branco teve início em 1930.

Luana Borba
Publicado em: 25/06/2011

O município de Pato Branco ainda não havia se emancipado de Clevelândia e sua paróquia ainda não existia. Era apenas uma capela da paróquia de Palmas quando, em 1929, o grupo que formava a comissão da igreja de Vila Nova escolheu como padroeiro São Pedro. Segundo o que relembra frei Policarpo Berri, o religioso mais antigo do município, a escolha se deu porque quatro dos membros da comissão tinham algo em comum: o nome Pedro.
                    "Foi com o apoio de Pedro José da Silva, Pedro Aires de Melo, Pedro José Viera e Pedro José Antônio que São Pedro foi escolhido. 
                    Outros “Pedros” importantes na cidade, como o Pedro Bortot e o Pedro Tatto, reforçaram ainda mais a escolha. Naquela época, as missas eram realizadas em casas de família. 
                    Os padres vinham a cavalo, de Blumenau e de Gaspar (SC), para visitar o povo que havia na região Sudoeste. 
                    Foi em 1930 que construíram a primeira capela, entre a Avenida Tupi e a Rua Tapir. No mesmo ano foi realizada a primeira Festa de São Pedro”, conta.
                      Em 1935, a segunda capela foi construída onde hoje é a Praça Presidente Vargas, e a festa passou a acontecer ali. 
                    "As festas eram feitas na praça, mas depois de 1952, quando instalaram o município de Pato Branco, a igreja cresceu muito porque a população aumentou. Então, construíram na frente da prefeitura atual, onde a igreja tinha três lotes grandes, o pavilhão de missas que era de madeira e cabia mil pessoas, e outro pavilhão para festas que tinha dois andares.
                   Ainda sobrou um espaço ao lado dos pavilhões para festas. Ali foram realizadas as festas de São Pedro até o ano de 1965", relembra Policarpo.
                      *Por, Alice Fontana. 

                       Foto: Mais antiga imagem da cidade de Pato Branco que conhecemos, feita pelo fotógrafo Argeu Ferreira, em junho de 1931. Pessoas em frente a primeira Igreja São Pedro Apóstolo.
                       (arquivo Rudi Bodanese).




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