Jozieli Wolff, jornalista, fotógrafa e pesquisadora pato-branquense (colaboradora do Patonauta), envia história sobre fotografia de nossa nevasca que fará 50 anos.

Ela relata:
                            "A ajuda veio literalmente do céu! Foi a nevasca que atingiu a cidade de Pato Branco em 1965 a responsável pela ascensão profissional de João de Paula. Na época, ninguém na cidade sabia fotografar neve, inclusive ele.

                          Mas ao ver pela janela o chão tomado pelo tapete branco, João correu para seus livros e encontrou o que precisava: “Li que para fotografar neve o obturador deveria estar regulado na velocidade 250 e o diafragma na abertura 11. Após regular a minha máquina, regulei outra, a de um Frei que era muito meu amigo. 

                         Ele ficou desconfiado porque o diafragma estava muito fechado, não entendia que embora o céu estivesse escuro, a neve refletia a luz, por isso, ao deixar o diafragma aberto as fotografias estouravam”, explica. Na ocasião, os únicos na cidade que conseguiram fotografar a neve foram João de Paula e seu amigo. 

                        “Eu vendi tanta fotografia naquele dia que sai do anonimato. Até então eu era o João, o João – Ninguém.
                        Depois daquele momento eu fiquei conhecido, ai não me faltou mais trabalho, até agora que resolvi parar de fotografar.

                        *João de Paula havia chegado em Pato Branco do Rio Grande do Sul, a poucos meses.

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