Chico Buarque fala sobre música, família e fama em documentário.
Filme do cineasta Miguel Faria Jr. chega hoje aos cinemas.

Chico Buarque pode até ter fama de reservado e avesso a entrevistas, mas o cineasta Miguel Faria Jr. garante que o cantor é superaberto.

 A conclusão veio não só dos muitos anos de amizade com o compositor, mas também do tempo que conviveu com ele para concluir o documentário ‘Chico — Artista Brasileiro’, com estreia marcada para hoje nos cinemas.

 Isso porque o compositor abre as portas do apartamento, no Leblon, e fala não só da carreira artística, mas de assuntos mais íntimos, como a forma que encontrou para se aproximar do pai na juventude ou do empenho a lembrar as notas de uma música no violão para fazer um dueto com a neta.

Usando dez canções como fio condutor do filme, não havia como só se falar de música. “Queria entender o processo de ser um artista popular que atravessou tantas transformações do Brasil ao longo da carreira”, explica Miguel.

 “Ele fez muito sucesso, mas levou muita porrada também. Foi muito marcado e machucado”, completa, referindo-se à censura que enfrentou na ditadura. 

Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, o compositor conta que a forma que encontrou para se aproximar do pai foi mergulhar na biblioteca que ele cultivava em casa. “Lia um livro e depois conversávamos sobre”, diz ele a Miguel no longa. Foi assim que ganhou essa definição de Tom Jobim:
                                   “O cara fala bem italiano, francês, inglês, sabe compor, cantar... Sabe tudo. Por isso, dou umas músicas a ele de vez em quando. Mas só de vez em quando, para não atrapalhar o menino”.

                                           Fonte: www.odia.ig.com.br   / Karina Maia

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