Antonio, ou Antoninho Mattioda é daqueles pato-branquense eternos.

Chegou na década de 50, jogou futebol no Internacional, fundou uma gráfica, foi presidente de clube social, amigo de bar dos melhores.

Num dia qualquer do final dos anos 70, Antoninho faturou  a milhar, quebrou a banca e a turma toda logo se juntou no bar, pra comemorar.

Kiko e Beto Cantu eram só alegria. 
A pinga rola rola com sinar,  mentruz, caipira de vodka, conhaque, cerveja, bilhar.

A Andrelina, cozinheira, assa espetinhos, servidos com ovos e rolmops, mesas de jogos dentro e fora do bar, truco, caxeta, canastra e dominó...

No meio daquele entreveiro, Olíro "Churrasco" Colla acaba de chegar, Carrapícho com seu taxi parou de trabalhar, Dotor Aderbal Tavares da Luz na porta do bar a todos foi foi saudar.

O Mula manca chega oferecendo um bilhete da federal, gritando "óia a federal!";
teve magrinho querendo correr nessa hora...

O Bira encontou pedindo um troxa (cigarro), o Tito Schenatto pra tomar um trago, o Pulinho Ferreira só olhando da esquina, o Dirceu Veronese só pra tirar sarro.

Teve malandro que entrou pra buscar um seda, o Feijó e o Clóvis Cantu pra saber do Flamengo, o Cláudio Serena com um rádio de Pilha, o Internacional.

Tudo ia bem até que o João Alemão solta uma bomba debaixo da mesa de baralho; o susto é tão grande que o Wilson Comin dá um soco na mesa, o Gordo Crema rasga o baralho, o Dedeco xinga o Palito, o Cadorin dá um cataçu num inocente que ao jogo assistia e o Cornélio grita: - "Ah! se eu tô com meu 38..."

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