Trabalhando, trabalhando não viu a vida passar
O suor que regou a terra nem sementes viu brotar
Trabalhando, esperando, enfrentando chuva e sol
Enxada na terra alheia nunca traz dia melhor.

Assim a geada dos anos foi le branqueando a melena
E este homem rural hoje é peão de suas penas.

E quando as ervas campeiras já não le curam as feridas
Perdido na capital, na esperança de mais vida.

Chegou, ficou e esperou por uma mão estendida,
Por que o deixaram tão só? Por que le negam guarida? 

De que vale tanta ciência para o pobre agricultor,
Quando a própria previdência o esqueceu num corredor.
Esperando,esperando enfrentando chuva e sol
Enxada na terra alheia nunca dia melhor.

*poema: Cenair Maicá (RS) / foto: João de Paula (RS/ Pato Branco).

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