A autobiográfica da rainha do roquenrou brasileiro Rita Lee Jones é imperdível.

Ela tem histórias sem fim, é transgressora, expressa gírias que o reservado do nosso bar Gaivota nem sonhou.

Começa meio prolixa mas fica viciante quando entra na fase da música e dos Mutantes.

Uma breve história do livro de Rita.

Metade da década de 1970. Um festival de rock em Bauru quando os Mutantes dividiram o camarim com Tim Maia:

"Todo mundo ali fazendo o comportadinho sob o olhar de um par de meganhas que dava plantão nos bastidores do evento. Camarim secura total. De repente, Tim começou a gritar: "Porra, aqui é a terra do bauru, alguém vai ter que comprar um bauru. Tô com fome. Não entro no palco se não rolar um bauru"!

A produção entra no camarim preocupada com os gritos, os dois meganhas entrem atrás e Tim interpreta a situação: "Eu só canto se me descolarem um bauru, entendeu? bauru! bauretz! eu quero um bauretz, sacou? bauretz!"

Sim, a produção "sacou" perfeitamente. A solução foi dar uma grana para os dois meganhas com a missão de comprar o famoso sanduíche antes que a apresentação daquela noite fosse para o brejo.

"Ni qui" a rapiada de uniforme saiu, a rapeize do beize deitou e rolou. naquele momento histórico, a cannabis foi oficialmente batizada nos meios artísticos de bauretz".

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