Por João Pedro Ceni Bedin:

"No meio, meu Avô
Jurandir Ceni no fim de uma noite de gandaia cumprindo com o protocolo boêmio de cuidar dos amigos bêbados.
Abaixo um trecho do samba que compus em sua homenagem.

Ô Jurandir!
Por onde andou?
Me conta aí, velho marujo,
De que mar, tá voltando tão sujo?

Ô rapaziada,
Pra falar a verdade, não lembro de nada.
Nem lembro das sangas das saias
Que sambam, que dá nas calçadas,

Nem lembro dos goles daquela loira gelada
Que todas as noites eu servia à mesa como sobremesa
Pra beber com os amigos queridos de outrora.

Não lembro de nada.
Não lembro da vida
Nem das gargalhadas.
Não lembro das horas
Que fora foram jogadas.

É chegada a hora, então, finalmente,

Ô Jurandir!
Vai-te embora, Selmira te espera, já deu tua hora,
Ô Jurandir!
Chega de ficar zanzando, já ta com as pernas trançando.

Levante e te apruma meu caro,
Acenda logo, o último cigarro
Porque se a se ir, tu se demorar,
Ladeira acima, Jurandir, não vai rolar,
Não vamos te carregar..."

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