Lançamento das revolucionárias músicas Alegria, Alegria de Caetano Veloso e Domingo no Parque de Gilberto Gil no Festival da Record em 1967 deram início a uma revolução musical que não teve mais fim.

Como o movimento tropicalista se tornou um marco musical dos anos 60

"O movimento tropicalista não envelheceu. Depois de 50 anos seus participantes ainda continuam a influenciar muitas bandas contemporâneas, além de ser objetos de estudos entre pesquisadores, compositores e músicos. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, a banda Os Mutantes, Rogério Duprat, Nara Leão, José Carlos Capinan e Torquato Neto formam o time de primeira grandeza, além de serem os principais mentores do movimento.


*Foto: O disco ‘Tropicalia ou Panis et Circensis’ de 1968 foi um marco revolucionário da Música Popular Brasileira.

Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. 

Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista, com astronautas e discos voadores. 

Elas sofisticaram o repertório de nossa música popular, instaurando em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais".
                                                              (www.agemt.org)

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