Cartões e foguetórios

Como acontece sempre que o calendário chega a dezembro, estou recebendo um grande número de cartões de Natal e Ano Novo. Empresários, políticos, parentes, amigos e credores enviam-me as mais calorosas saudações.
E, como faço todos os anos, não respondo aos cumprimentos recebidos. Limito-me a agradecer na coluna que mantenho no jornal da cidade. Costumo doas a entidades assistenciais o dinheiro que gastaria com cartões e selos.

 Pode ser uma indelicadeza a prática de não retribuir às pessoas que me mandam cartões, mas procedo assim desde os anos 60. quando recebi convite para enterro de um conhecido meu. 

Era um impresso dizendo que Gus Ackel, libanês residente na Califórnia, Estados Unidos, tinha morrido.. O convite mandado pelo Correio, levou uma semana para chegar. Quando recebi, Gus já estava sepultado.

Mas nunca vou me esquecer do episódio, de algo que aconteceu há quase 40 anos. Ao final do convite para enterro de Gus Ackel a família dizia: "Pedimos que não gastem dinheiro com flores e mausoléu. O dinheiro que iriam gastar com isso doem apara o Instituto de Pesquisa do Câncer"

Victor Hugo Ribeiro, "Boleslau Chispa" 2012.

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