O drama de João Gilberto, retratado nas páginas da revista ao lado, e por grande parte da mídia surpreende qualquer cidadão:

"Absoluta penúria financeira, dívidas milionárias, risco de despejo, quadro de confusão mental, impossibilidade de assinar contratos".

Além de instituições financeiras que lhe cobram milhões, há ressarcimento de shows não cumpridos por João Gilberto,  atuais e ex  namoradas que atuavam também como produtoras do mesmo. Além dos 3 filhos do músico.

Bebel Gilberto (filha de João com Miucha - irmã de Chico Buarque) conseguiu na justiça a interdição do pai, se tornou sua tutora e curadora.

Bebel com certeza é uma filha honesta mas -  além da sanidade dele - atrás de tudo há um imenso potencial financeiro (e afetivo) dos direitos autorais musicais de João Gilberto.




Para um bom observador, esta ótima biografia escrita por Ruy Castro (lançada em outubro de 1990) em que o músico João Gilberto (capa) tem importante papel, chamou atenção:

João chegou da Bahia para o Rio de Janeiro lá por 1958. Passou morar de favor com músicos e amigos (Miéle, Bôscoli, Feitosa, Dragão...).

 "Tinha hábitos esdrúxulos, como só dar expediente à noite.  "Chegava às 4:00h da manhã, acordava os amigos para mostrar novos acordes musicais. O recital prosseguia até o amanhecer.

Às nove da manhã João ia nanar, enquanto a turma do fuso horário normal arrastavam-se sonados para seus trabalhos".


"Ocupava o banheiro por duas horas depois que entrasse e até dividia a escova de dentes dos amigos".

Não era responsável por um centavo das despesas e causava grande surpresa quando doava de presente, alguma relíquia tipo violão de estimação de amigo da república".

*Essas discrepâncias de João Gilberto relatadas por Ruy Castro em Chega de Saudade, deixaram incrédulos, mentes puras  como a minha. Como diria um experiente amigo de juventude: "Deu no que deu".

Rudi Bodanese - grupo@rudibodanese.com.br

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