Matéria enviada pelo desportista, advogado e colaborador do Patonauta, Heber Suttili:

"Visivelmente emocionado, Maringá (João Carlos Maringá, pato-branquense geração 80) abriu o coração ao falar de outra perda que teve: a da esposa, dois dias antes da queda do avião que levava a delegação da Chapecoense.

- No dia que me despedi de minha esposa no leito do hospital, ela me deu um beijo e disse ‘seja feliz’. Eu sofri o ano todo pela perda dela.

 Eu tinha muitos motivos para ficar de luto, mas a maneira que encontrei de homenagear minha esposa e meus amigos, foi trabalhando, sendo digno e tentando ajudar a Chapecoense a permanecer entre os maiores do Brasil. Nossos amigos olharam por nós e conseguimos coisa maior - disse.

Enquanto os jogadores ensacaram seus pertences que estavam nos vestiários do estádio, alguns sem saber qual será seu futuro, do lado de fora as luzes da Arena Condá foram se apagando aos poucos e os regadores do campo foram ligados. É o início da preparação para 2018. O ano de 2017 chegou ao fim, com o saldo positivo e a alegria tímida de quem viu seu time se reconstruir, mas sem esquecer daqueles que partiram".

Link da matéria:https://globoesporte.globo.com/sc/futebol/times/chapecoense/noticia/o-ultimo-tijolo-da-reconstrucao-chape-transforma-ano-dificil-em-temporada-historica.ghtml

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