Em pedaços, filme do alemão Fatih Akin, venceu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e, rendeu a Diane Kruger, que interpreta uma mãe lidando com a perda da família, o prêmio de melhor atriz do Festival de Cannes. 

Na maior premiação do cinema norte-americano, no entanto, o longa não ficou entre os cinco concorrentes à estatueta destinada a produções rodadas em língua não inglesa. Em cartaz, a obra apresenta o drama da protagonista em meio a um contexto recheado de questionamentos sociais. 

O título pode ser considerado uma tragédia dividida em três atos - delimitados pelo roteiro, como capítulos de um livro. Primeiro, em A família, há o choque desta instituição desfeita; depois, em Justiça, o julgamento, quase como um típico filme de tribunal; e então, em O mar, a vida após a decisão judicial. 

Mesmo que o luto sirva como ponte entre os episódios, são os temas políticos, como migração e xenofobia, aqueles que movem os aspectos mais instigantes da narrativa. Tudo aparece camuflado em um enredo de apelo popular, mas sem cair nas armadilhas do sentimentalismo. Imperdível.

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