Perdeu Vandré, perdeu o Brasil, perdemos nós.

Desde dezembro de 1968 fora dos palcos no país, às 20h47 da quinta-feira (22), em João Pessoa, Paraíba (sua terra natal) inteiramente de branco e aplaudido de pé, Geraldo Vandré surge ao lado da cantora e pianista paulista Beatriz Malnic, que desde 1986 mora nos Estados Unidos e é parceira do compositor nas cantilenas interpretadas ao piano. 

Ele agradece Beatriz. "Suas mãos, seu coração e seu sentimento tornaram possível que eu pudesse assim expressar-me", diz ao público. A mesma pianista, na época com o pseudônimo de Ismaela, dado por Vandré, havia tocado essas mesmas peças na Biblioteca Municipal de São Paulo, em 1987, na presença do compositor.

Mas a primeira da noite é Canta Maltina, uma parceria com Di Melo, gravada pelo pernambucano no álbum Imorrível, de 2015. Uma letra com palavras inventadas, com sonoridade latina, cantada por Vandré e Beatriz.

Vandré, 82 anos, cantou esta e mais três nunca gravadas, em sua voz de timbre preservado, com arranjos de Jorge Ribas: Fabiana, Mensageira (para a bandeira da Paraíba) e À Minha Pátria, novo nome da canção originalmente conhecida como Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve, composta por Vandré e Manduka e vencedora do Festival de Água Dulce, no Peru, em fevereiro de 1972, cantada por Manduka e pela venezuelana Soledad Bravo.  

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