História do nosso Sudoeste do Paraná que não pode se apagar, o livro de Luiz "Bil" Marini, sobre a Revolta dos colonos em 1957, trás engraçada passagem de um decisivo personagem: Jácomo "Porto Alegre" Trento.

"Porto Alegre andava sempre armado, pois era constantemente ameaçado de morte. Não tinha medo dos jagunços porque seguia a máxima: "Se tem bala que vem, tem bala que vai".

Encontrou-se com Pedro Cordeiro em frente a Casa Rádio Técnica e Sonora Limitada e, enquanto descansava para começar o batente após o almoço, conversou com o amigo.
Entrei de corpo e alma nessa questão das terras depois que vi meu amigo Pedrinho Barbeiro morto lá no Verê. Você também se chama Pedro e eu sei que posso contar com sua força nessa empreitada.

- Claro que pode contar comigo, Porto Alegre. Não sou homem de grande tamanho, mas ao conhecer minha coragem, você vai se surpreender.

- Você é mesmo um baixinho perigoso, Pedrinho! DE agora em diante vamos precisar de homens que não fujam da raia quando os jagunços se voltarem contra a cidade, porque contra os colonos, eles já estão há muito tempo.

- Sei que não sou de fazer alarde de minhas proezas, mas atiro bem com o revólver e não tenho medo de lobisomem".

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