ARTESÃO DA MEMÓRIA

Engana-se quem pensa que o livro “PATO... Confesso que Vivemos”, de organização e coautoria de Rudi Bodanese e Erlindo Rosa seja apenas um mergulho nostálgico e saudosista de exposição de uma época, com seus hábitos e costumes,  visão exclusiva de um tempo em que a cidade se permitia ser uma espécie de grande família, por suas dimensões e características. 

“PATO...Confesso que Vivemos” é sim um volta ao passado, mas não apenas isso. É a memória resgatada como importante lastro de uma identidade civilizatória e cultural, ainda que de forma fragmentada e impossibilitada de ser resumida unicamente em um livro como este, cujo esforço abnegado, voluntário e apaixonado do autor, chega agora às mãos dos leitores.
“Confesso que Vivemos” é antes de tudo uma pequena viagem de volta as origens, a uma quadra de tempo que compõe a saga dos bravos pioneiros e desbravadores de forjaram no cabo na enxada e nos calos das mãos uma História, para ser lembrada, revivida e comemorada. Leitura obrigatória para aqueles que se importam em saber e conhecer de onde vieram e por onde vão. Para aqueles que se interessam pela Memória, pelo conhecimento e preservação do universo em que se encontram, para auxiliar as próximas gerações em seus primeiros passos, quando fizerem seus primeiros amigos.
            Este não é o primeiro livro que Rudi Bodanese faz chegar as nossas mãos, com o cuidado e o olhar singular e devotado que tem pela cidade onde viveu a maior parte de sua vida. Rudi é uma espécie de memorialista e ao mesmo tempo um artesão de sonhos e de lembranças, sujeito que não faz questão de tirar a poeira do passado dos sapatos porque é nela que se reconhece, com ela se identifica.

 E isso é tudo o que importa: um povo que não tem Memória também não tem e não faz História

                                     Alceo Rizzi, jornalista e publicitário pato-branquense residente em Curitiba. Autor do recém lançado: NEGO MICO - ZÉ PAVÃO & Outros aloprados.

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