Trecho de crônica escrita por Alice Fontana, pato-branquense (hoje em Milão, Itália); para o livro PATO... Confesso que vivemos (em fase final).

"No bar do bolão, que ficava na rua Ibiporã entre a Tocantins e a Av. Tupi, o chocomilk, o chocolate diamante negro inesquecível (hoje não se faz mais chocolate como antigamente), o chiclete ping pong de papelzinho listado rosa e azul com figurinha dentro que, molhando, com a saliva mesmo, podia-se fazer tatuagem nos braços… 

E como esquecer dos pastéis com café, nos dias de frio e de chuva, degustados atrás do fogão a lenha, quando voltava da escola com a “galocha” de estrelinhas toda embarrada, depois de assistir vários tombos no barro? Era a maior diversão nos dias de chuva!
Tudo, naquela época, tinha uma imagem, um sabor e um cheirinho que ainda estão vivos na memória. Como esquecer das figurinhas “decalcomania” compradas na pequena livraria que funcionava na casa do Júlio Pagnoncelli onde hoje está a “Casas Pernambucanas”? Deixava-se por alguns minutos na água e, descolando do papel original, colava-se nas folhas dos cadernos. Como ficavam lindos os cadernos!

*Foto: casamento de Otília Fontana e Jacir Basso - final dos anos 1950. Pajem: Sidney Basso.

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