Na apresentação em um de seus livros, Sittilo traduziu em palavras sua preocupação com a preservação da história do município de Pato Branco... 
“O Amor é um sentimento–consequência cuja causa é o conhecimento. Não se ama o que se desconhece. Do conhecer nascem a crença, o entusiasmo, a ufania, o brio... o Amor. 

Retorno tem por objetivo avivar a chama dos nobres sentimentos de todo pato-branquense, nato ou por adoção, por esta terra que o acolhe com afagos de mãe. E o caminho traçado para se chegar a esse horizonte é o Conhecimento. Conhecer para amar. Retorno foi em busca da História de Pato Branco por acreditar que é com base nas lições do Passado que se revigora o Presente e se garante o Futuro. Por incrível que pareça, a mãe de Retorno é a inércia... 

A inércia em que Pato Branco mergulhou quanto à sua história e, passivamente, como se não fosse com ele, vem permitindo que os traços de seu passado escorram paulatinamente para as águas do esquecimento. Quase tarde, Retorno despertou — mas despertou — e pôs-se a colher o que pode, para somá-lo ao documentário fotográfico existente; às passagens contemporâneas da história do município, registradas pela imprensa; às isoladas e heroicas incursões ao passado, para salvaguardar tópicos que fossem do precioso acervo, à beira do abismo do nada. 

É preciso alertar Pato Branco para que não sepulte o seu passado, fundamento do presente, estrutura do futuro. Se as ações do presente não estiverem alicerçadas no passado, serão sempre ações de começo, faltando-lhes energia e suporte para projetar-se para o futuro. Sem o passado, trava-se o presente, torna-se inoperante a sociedade, mergulhando em modorrenta mesmice, sem motivação para a luta, para as conquistas, para o progresso, para o desenvolvimento, para a cultura, para o saber. Retorno vem convocar Pato Branco para restabelecer os elos com o passado; 

Retorno vem convocar Pato Branco para que, no presente, projete o futuro, com a cartilha do passado. O maior valor do presente é o passado, uma vez que ele é a origem da própria existência; o maior valor do passado é o presente, uma vez que ele é o fantástico patrimônio que temos nas mãos, representando a soma do trabalho, das vicissitudes, dos sucessos dos que nos antecederam na construção dessa maravilha que é Pato Branco.”

*Heloísa Voltolini, para o livro PATO... CONFESSO QUE VIVEMOS.

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