Paixões que não sumiram com o fim da poeira das ruas da cidade e que ainda sobrevivem sublimes na memória, pela pureza, ingenuidade e beleza que marcaram uma época em que éramos, ao mesmo modo, reis e vassalos do nosso tempo. 

Como em uma sessão da tarde no cinema, sublimada pelo encontro, pela namorada na poltrona ao lado, pelo primeiro tato das mãos dadas, pelo primeiro beijo.

Já havíamos deixado de lado as pilhas de revistas em quadrinhos que levávamos embaixo dos braços para troca, no alvoroço e burburinho nas tardes de domingo, em frente ao cinema, com hora de antecedência das sessões. 
Era onde trocávamos figurinhas para completar nossos álbuns, momentos lúdicos de felicidade e fantasia, sempre aguardados para a próximo domingo, na mesma sessão da tarde.
Já não vestíamos mais calças curtas com suspensórios.

*Nas ruas do tempo, Alceo Rizzi, jornalista e publicitário.

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