Funcionado durante toda década de 1970 no subsolo de uma edificação de dois andares em frente ao Cine Avenida na Tupi, a Sapataria Central do Iradi Suttili era um folclórico ponto de encontro de amigos, trabalhadores, malandros, desocupados, atletas, artistas e outros.

Até um livro ponto foi criado onde cada um registrava o motivo da visita.

Vejamos, agosto/1977:

Wilson Henrique (jogador do Palmeiras): em busca de Sossêgo; Vaica (goleiro): tachinha no sapato incomodando;  Antoninho Mattioda: hora do (jogo) bicho; Paulino Caramori: tomar chimarrão; Rui Bodanese (fotógrafo vizinho): está sempre por aí; Rubens Camargo: arrumar o pisante; Névio Marchioro: chimarrão;

Dedeco: chupar laranja; Chinezinho (jogador do Palmeiras): em busca de notícias; Hélio Picolo: comemorar aniversário (19/08); Nego Camozzatto: retorno de passeio; João Valenga: em busca de tranquilidade; Vicente Ayres: cotidiano; Luiz "Pernambuco" Silva: reunião da ACACO (Associação dos casados, amigos e compadres);

Silmar Spanholi: bater o ponto; José Maria "Índio" Neiva: buscar um canarinho; Ênio Santin: tomar um verde; Carlos Tomasini: encontrar a bolerada; Paulinho (goleiro do Palmeiras): jogar truco;

Adalberto Branco: lustrar o breque; Carlos Pastro: retiro-me mais cedo por compromissos pessoais.

Finalmente o Iradi, com suas filosofias em favor de um país melhor veementemente registra: "Se não muda a história, por que mudam os livros?".

Imagina se o lema da sapataria lá exposto não fosse: "Se não tens o que fazer, não o faças aqui!"

(recolhida por Rudi Bodanese.
 Envie história para postar aqui: grupo@rudibodanese.com.br - Whatsapp 48 99679 2353).

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