*por, Sílvio Giordani;

"Sandro era o Presidente.

O projeto era fazer com que a Chapecoense chegasse a série A do futebol brasileiro em 10 anos.

Muitas vezes Sandro falava que o mais importante era subir degrau por degrau.

Humildade e saber recuar quando algo complicava, era uma das virtudes deste pato-branquense.

Sandro sabia que a base teria que ser sólida, pois sem a base sólida, o caminho seria curto.
Criar atletas nas escolinhas para que no futuro, a Chape pudesse vender seus atletas para todo o mercado nacional e internacional.
Esta semente já deu frutos.
Hyoran que atua no Palmeiras e foi campeão brasileiro este ano, é cria da base da Chape.

Sandro sabia que o acesso foi rápido demais, por isso, foi obrigado a realinhar o projeto inicial.
A Chape foi muito bem classificada no campeonato brasileiro, conquistou no campo o direito de disputar copa do Brasil, sul americana e o sonho de disputar a libertadores  da América.
Quando parecia que estava tudo andando conforme o realinhamento do projeto inicial, mais uma surpresa do destino.

O acidente fatal com a queda da aeronave na Colômbia, praticamente aniquilando toda a equipe, diretoria, alguns jornalistas e convidados.
Setenta e uma vidas nos deixaram, entre estas vítimas, estava o jovem Presidente.
Sandro era “explosivo, briguento, inclusive com torcedores, árbitros, adversários e imprensa, mas também sabia reconhecer seus erros e pedir desculpas”.

Sandro nos deixou um legado: “A instituição em primeiro lugar”.

Era um homem de visão e profundo conhecedor de futebol.

Não era político, mas incomodava alguns que imaginavam que ele usaria seu prestígio e poderia incomoda-los politicamente.
Mesmo com tantas dificuldades, Sandro deixou marcado para sempre o nome Chape no coração de todo o povo brasileiro e também de várias pessoas do mundo inteiro.

 Que Deus o tenha meu amigo".     (Silvio Antônio Giordani)

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