GUIDO GUERRA, UM HOMEM DE BEM

Quando a vida nos premia com um bom e fiel amigo, percebemos que,  como uma energia especial e positiva, ele chega para nos influenciar e ajudar. Pela sorte ou destino, não importa saber das razões, foi como que por magia e encanto que o ex-seminarista, primo dos irmãos Guerra, de cara foi um novo amigo que  se incorporava no rol dos jovens pato-branquenses que começavam a se deslocar para Curitiba em busca do ensino superior.

     Impossível falar daquela época sem lembrar Guido Guerra.  Foi na década de sessenta, coincidentemente  sessenta anos atrás, que nos tornamos amigos.  Cursamos a mesma turma da Faculdade de Direito da UFPR e juntos, como sócios, iniciamos nossa advocacia em Pato Branco  que logo se espalhou pela região. Jovens e destemidos advogados conseguimos uma clientela especial que nos impulsionava a galgar sucesso e realização profissional. Mas quando me dei conta,  em 1975,  tive que mudar residência para Curitiba afim de cumprir o primeiro dos três mandatos de Deputado Estadual e um de Deputado Federal Constituinte. 

A política me tirou e impediu de continuar a sociedade de advogados com o amigo Guido, além de ter imposto um afastamento geográfico entre nossas famílias. Mas nem isso não diminuiu nossa amizade e laços de fraternidade entre nossos familiares. Com minha esposa Mayra tivemos a honra de sermos padrinhos do seu casamento na cidade de Lageado, RGS,  onde ele foi buscar a prendada Ivone, filha única da família Preto. Formamos famílias e trocamos o compadrio, eis que Guido e Ivone crismaram meu filho Vinicius, eu e Mayra,  temos a querida Vanessa como nossa afilhada.

Nestes anos não foram poucas as pescarias que juntos fizemos e carinhosamente nos apelidamos de Martins Pescadores ou das rodadas de canastra, pontinho ou pif-paf que desde os tempos acadêmicos com a turma dos estudantes pato branquenses costumávamos cartear. Sim fomos grandes amigos. Do querido amigo me resta a saudade. Foi um homem de bem. Partiu deixando o exemplo do pai dedicado e honrado chefe de família. O cidadão Guido Guerra – advogado competente não deixa somente saudades aos seus amigos e familiares, deixa um legado especial à nossa Pato Branco ao construir -  com sua esposa e filhos -  o complexo Mater Dei que recentemente registrou seu cinquentenário, onde tantos jovens já foram  encaminhados para a educação e o conhecimento.
                                 Parafraseando o imortal Fernando Pessoa podemos dizer:

“Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...”
 “Nem tudo é dia de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha

Que haja montanhas e planícies.
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo.
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...”

NILSO ROMEU SGUAREZI

Um comentário:

Unknown disse...

Meus parabéns pelo belo artigo o Guido merece.

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