O que vamos relatar aqui até periga a verdade, mas é verídico.

Num final de semana (1976) seguiu de Pato Branco um grupo de conhecidos rapazes para um acampamento nas terras do seu Ruzza no Rio Chopim, divisa com município de Clevelândia), foto ao lado.

Cumpridos os 18 quilômetros, lá chegaram: João Alemão, Nene Vicari, Gordo Crema, Foguinho, Neri, Dedeco, Dilú, Nego Neto, Biduca Merlin, Boca, Soriano, Ivanor Suttili.
Representando a velha guarda, convidaram o Iradi Suttili (da Sapataria Central). 

Na bagagem, quilos de carne, pão, cerveja e alguns litros da marvada. Na noite de sábado não faltavam razões para ficarem acordados e ninguém dormiu ali.
 Exceto o Iradi.

Noite agradável, carne na brasa, trago, som de toca fita de carro, amigos dentro da noite...

No clarear do domingo, com as primeiras luzes da alvorada os malandros começaram se aquietar nas barracas. Nisso, numas árvores próximas começou um alvoroço de pássaros, entre piados, cacarejos e guinchos; uma assembleia de aves foi se formando.

Penosas das mais variadas espécies, tais como aquáticas, terrestres, hibridas, de pequeno e médio porte, etc.

Dentre aquela mistura, um bom conhecedor iria identificar: nambu, macuco, uru, piaba, sabiá, sanhaço, coleirinha, periquito, canarinho... 

Aquele tedéu logo irritou os acampados e o João Alemão logo lançou mão de uma reluzente espingarda de dois canos, saiu à porta da barraca e detonou dois potentes tiros pro ar, botando pra correr - digo pra voar -  aquele bando em algazarra.

À 100 metros dali, na varanda da morada, o seu Ruzza, tomava chimarrão com o Iradi (único da turma que havia dormido).

Mas lá no alvoroço, depois dos tiro, um baleado só exalou um ãnh!
Outro: - "Mas é um vagau!"

Na casa, de súbito, seu Ruzza levanta da cadeira de palha e solta uma sonora exclamação:

- "Ah! esses cabeludos!!!

Diante daquela rispidez e intentando acalmá-lo, Iradi sorriu meio amarelo, lembrou rápido de uma música do Rio Grande e sapecou:

- "Também, seu Ruzza: por três ou quatro tiros não vamo se aborrecê!"

Ao que seu Ruzza replicou: - "E digo otra pra você, a cachaça brasileira alguma coisa há de tê"...

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